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Guia sobre telemedicina: conheça os benefícios das teleconsultas!

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Desde que os casos de coronavírus começaram a se espalhar pelo mundo, as consultas em casa passaram a ser uma realidade em muitas situações, colocando em maior evidência o conceito da telemedicina.

Antes da pandemia da Covid-19, você já tinha pensado na possibilidade de ter um atendimento médico sem precisar sair de casa? Será que essa modalidade é realmente eficiente?

É importante dizer que, no Brasil, a telemedicina precisou ser autorizada pelo governo federal antes de ser colocada em prática. Ou seja, existe uma regulação para garantir que os pacientes recebam o atendimento adequado. Além do mais, a telemedicina em diversas especialidades médicas não é uma realidade apenas no nosso país.

Mas, para você que ainda tem dúvidas sobre o assunto, quer descobrir quais são as vantagens da telemedicina e como ela funciona na prática, abaixo, listamos tudo de precisa saber. Confira!

O conceito de telemedicina

Antes de entender os benefícios da telemedicina, que são tanto para os médicos como para os pacientes, é importante saber exatamente o que esse conceito abrange.

De maneira geral, ele representa a prática da medicina a distância, usando recursos tecnológicos, como ferramentas audiovisuais e interativas, tanto para oferecer assistência aos pacientes como para fomentar educação na área e pesquisas.

Nesse sentido, quando falamos em telemedicina, estamos nos referindo a diversas práticas, inclusive aquelas que não envolvem contato com pacientes, como é o caso da situação em que profissionais da saúde trocam informações entre si, que veremos mais abaixo.

Nesse sentido, monitoramento de pacientes e análises de exames, por exemplo, são algumas situações que podem ser resolvidas em consultas por chamada de vídeo.

Com isso, celulares, tablets e computadores se tornam importantes ferramentas, ao facilitar o acesso à saúde de pessoas que, por inúmeras razões, não podem ir a um consultório.

Obviamente, nem todos os procedimentos médicos podem ser feitos nessa modalidade, como uma cirurgia ou mesmo certos exames físicos. Em muitas outras situações, porém, o atendimento online tem se mostrado bastante eficiente.

No Brasil, a telemedicina pode e deve ser usada para pré-atendimentos, consultas, monitoramento de determinadas condições, suporte e diagnóstico tanto na rede pública, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), como na rede particular — em uma clínica popular, por exemplo.

Mesmo sendo online, a consulta precisa seguir determinados protocolos. Assim, o médico deve fazer um registro de prontuário clínico com informações importantes, como data, horário, dados do registro do profissional da saúde e até o recurso tecnológico usado durante o atendimento.

Nessa consulta pela internet, inclusive, o médico pode emitir receitas virtuais por meio de uma assinatura eletrônica. No Brasil, onde as regulamentações da área passam pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), são permitidas as seguintes ações:

  • teleorientação;
  • telemonitoramento;
  • teleinterconsulta.

A teleorientação, como o próprio nome diz, serve para que o médico consiga dar informações gerais ao paciente. Já durante o telemonitoramento, o profissional vai fazer algumas checagens e avaliações dos parâmetros de saúde da pessoa.

Na teleinterconsulta, acontece a troca de informações entre médicos, para que eles cheguem a melhores conclusões sobre um determinado caso. Essa modalidade pode ocorrer com ou sem a presença do paciente e facilita diagnósticos clínicos ou mesmo cirúrgicos, por exemplo.

No Brasil, o CFM já havia definido conceitos e práticas da telemedicina há algum tempo; no entanto, ela ainda não era permitida. Por conta da pandemia causada pelo coronavírus, em 2020, o governo federal autorizou o teleatendimento, pelo menos, enquanto durar a crise da Covid-19.

Inteligência artificial e saúde

Não é de hoje que a inteligência artificial é pesquisada para facilitar o nosso dia a dia nas mais diferentes situações. Essa ciência visa criar programas que possam substituir determinadas ações humanas, inclusive, na tomada de decisões.

Ainda que muitas pessoas não saibam do que trata esse conceito, a inteligência artificial está presente na nossa vida, por exemplo, quando usamos mecanismos de buscas como o Google, redes sociais e serviços de streaming — Spotify e Netflix, por exemplo.

Ou seja, apenas usando o smartphone, você tem acesso a uma série de recursos que foram programados com base na inteligência artificial, sejam ferramentas que servem para conversar com outras pessoas ou buscadores, que vão ajudar você a encontrar dicas de viagens para o seu próximo destino de férias.

É claro que, na saúde, uma área que também está em constante busca por inovações, a inteligência artificial tem um papel importante, tornando os diagnósticos mais eficientes, melhorando o processo de armazenamento de dados e informações clínicas dos pacientes e, inclusive, ajudando nos tratamentos de doenças como o câncer. Assim, a tecnologia, em conjunto com o profissional humano, é fundamental para atender as necessidades da vida moderna.

Alguns exemplos de inteligência artificial na saúde que já são usados atualmente são:

  • cirurgias feitas com o auxílio de robôs;
  • assistentes de atendimento online a pacientes;
  • realização de diagnósticos mais precisos baseados em uma análise de dados;
  • algoritmos que auxiliam no tratamento de doenças.

A cada dia, surgem tecnologias e mesmo algoritmos que servem para desde fazer atualizações sobre o quadro do paciente até ajudar na definição do melhor tratamento para determinada doença. Claro, ainda há muito para ser feito, mas os avanços já começaram, e a tecnologia vai ser cada vez mais presente nesse setor.

A história da telemedicina no Brasil e no mundo

Se, atualmente, associamos a telemedicina aos atendimentos médicos a distância — por telefone ou computador —, é importante deixar claro que o conceito não é tão novo quanto parece. Tanto no Brasil quanto em outros países, a medicina não presencial vem se desenvolvendo há algum tempo — mesmo que a prática tenha sido regulamentada há poucos meses.

Ao pensarmos em telemedicina, que, essencialmente, é um atendimento a distância, é importante considerar alguns fatos históricos de relevância mundial. O descobrimento da eletricidade e a invenção do telefone e da internet são marcos que, de certa forma, possibilitaram o surgimento da telemedicina.

De acordo com a USP, a telemedicina no Brasil passou por algumas fases importantes. Por exemplo, em 1994, foram feitos os primeiros diagnósticos por fax. No ano seguinte, foram testados teleconferências e telediagnósticos. Em meados de 1999, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) criou o seu departamento de Informática e Telemedicina.

Vale ressaltar que telemedicina não diz respeito somente ao atendimento médico por meio de dispositivos. O termo abrange o uso de tecnologias que permitem uma comunicação a distância, seja para a troca de informações ou atendimento, por exemplo.

As frentes da telemedicina

No Brasil, como dissemos, há três modalidades de telemedicina que podem ser usadas desde o agravamento da situação do coronavírus: teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta.

De acordo com o próprio CFM e também com o ofício que foi autorizado pelo Ministro da Saúde na época da aprovação, Luiz Henrique Mandetta, é preciso seguir algumas regras para colocar a telemedicina em prática.

Por exemplo, para que o médico, clínica ou hospital preste esse tipo de serviço, é preciso contar com o aparato tecnológico necessário tanto para garantir um atendimento adequado como para obedecer a critérios de transmissão, privacidade e mesmo confidencialidade dos dados do paciente.

Ou seja, a importância do sigilo médico também é levada em conta nessa modalidade de atendimento. Por enquanto, a aprovação serve para que teleconsultas, teleinterconsultas, telediagnósticos, teleorientação e mesmo telemonitoramento sejam praticadas enquanto estiver acontecendo a pandemia da Covid-19.

No entanto, há uma expectativa para que esse tipo de acesso facilitado aos serviços de saúde seja normalizado no Brasil, assim como acontece em países como Estados Unidos, Canadá e Holanda.

Afinal, quando se fala em expandir o acesso à saúde, principalmente por aqueles que vivem em áreas remotas ou têm problemas de locomoção, essa é uma necessidade.

Teleconsulta

Para entender nossa discussão com mais clareza, é importante compreender bem o conceito de teleconsulta. Ela pode ser definida como um atendimento remoto, uma ferramenta que faz parte de um conceito maior, que é o da telemedicina.

Ainda, ela ocorre em duas modalidades. Teleconsulta síncrona é quando o atendimento é feito em tempo real, ou seja, há uma interação simultânea entre o profissional e paciente por meio de aplicativos ou softwares, por exemplo.

Já a teleconsulta assíncrona acontece quando o médico responde ao seu paciente em um horário mais conveniente. Por exemplo, você envia uma mensagem ao médico pela manhã, e o profissional dá o retorno na parte da tarde.

Esse recurso pode ser muito bem explorado em situações em que não há urgências. Assim, a necessidade de uma teleconsulta em tempo real ou não vai depender de cada caso.

Teleconsultas especializadas

Por ser algo novo, é muito comum que as pessoas tenham dúvidas sobre o funcionamento das teleconsultas especializadas. Na prática, você pode agendar uma consulta a distância para ser atendido por especialistas das mais variadas áreas da saúde. Psicólogos e nutricionistas também podem orientar seus pacientes por meio de chamadas de vídeo.

Teleorientação

Dentro da telemedicina, há, também, a teleorientação, que tem ajudado muito durante a pandemia do coronavírus. Esse serviço, igualmente, coloca em contato profissionais da saúde e pacientes que queiram esclarecer alguma dúvida ou, como o próprio termo diz, precisam de orientação.

Essa modalidade é perfeita para evitar que aglomerações sem necessidade sejam formadas nos hospitais, consultórios e clínicas médicas, especialmente em uma época em que o indicado é que as pessoas fiquem em casa o máximo possível.

Por exemplo, se um paciente apresenta algum tipo de sintoma ou tem alguma dúvida sobre sua saúde, a teleorientação é perfeita. Inclusive, algumas empresas de saúde disponibilizam o serviço 24 horas por dia.

Claro, ele não se aplica a todos os casos, pois, em situações emergenciais, por exemplo, pode ser necessária a ida do paciente a um hospital.

Telemonitoramento

O telemonitoramento também tem desempenhado um papel importante para controlar os casos de coronavírus. Nessa situação, os pacientes com suspeita são monitorados a distância pelos profissionais da saúde enquanto estão isolados em casa. Assim, não é preciso que coloquem em risco as vidas de outras pessoas indo ao hospital ou posto de saúde, por exemplo.

Usando o telemonitoramento, que pode ocorrer por telefone ou aplicativos para chamadas de vídeo, o profissional da saúde consegue acompanhar diariamente seus pacientes que estão em casa.

De acordo com a necessidade de cada caso, pode ser identificado que a pessoa precisa de outro tipo de intervenção, cabendo ao profissional tomar essa decisão.

Por exemplo, uma pessoa que tenha sido infectada pelo coronavírus, mas não apresenta complicações, pode fazer o isolamento em casa. Com isso, os hospitais ficam menos sobrecarregados, e o telemonitoramento diário ajuda a garantir que as orientações de saúde necessárias sejam oferecidas ao paciente.

Teleinterconsulta

A teleinterconsulta envolve mais a interação entre os profissionais da saúde do que os pacientes. Essencialmente, ela serve para que médicos troquem informações entre si a respeito de diagnósticos, casos específicos e mesmo opiniões terapêuticas.

Em algumas ocasiões, pode ser que o paciente precise participar da conversa, mas, em geral, apenas os médicos é que estão presentes na teleinterconsulta.

É importante destacar que, assim como em qualquer outro procedimento da telemedicina, durante a teleinterconsulta, o sistema utilizado precisa garantir sigilo e segurança das informações que estão sendo trocadas. Por mais que seja um ambiente virtual, a confidencialidade deve ser uma preocupação constante.

Emissão de laudos e exames a distância

Uma dúvida muito pertinente relacionada à telemedicina é quanto aos laudos a distância. Será que é possível fazer um exame sem contato físico?

Antes de tudo, é preciso deixar claro que exames devem ser feitos como de praxe. Ou seja, o paciente que necessita desse tipo de avaliação precisa ir até o centro médico para fazer tirar chapa de raios X, fazer mamografia, ressonância, tomografia etc.

A telemedicina vai ser útil na questão de emissão de laudo. Isso significa que o exame é feito normalmente pelo profissional responsável. Por meio de um software, os dados coletados são compartilhados com os especialistas médicos, que vão avaliar os exames. Os resultados também são disponibilizados online.

No Brasil, apenas certos tipos de exames, determinados pelo CFM, podem ter seus lados emitidos a distância, usando recursos da telemedicina. Radiologia em geral, ressonância magnética, tomografia computadorizada e mamografia estão entre eles.

Regulamentação da telemedicina

A prática da medicina a distância foi regulamentada no Brasil pelo CFM no início de 2020. A Portaria 467, publicada em março no Diário Oficial da União, diz que a telemedicina pode ser usada no Brasil em caráter temporário para o enfrentamento da epidemia da Covid-19.

Para esse tipo de agendamento online, o paciente deve entrar em contato com a clínica de sua confiança, plano de saúde ou mesmo SUS para saber se poderá ter acesso a teleconsultas.

Além do mais, ficou definido que os médicos poderão emitir tanto receitas quanto atestados médicos eletronicamente, mas desde que validem a sua assinatura eletrônica no sistema ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira).

De acordo com o Senado Federal, o projeto inicial previa, também, a regulamentação da telemedicina no Brasil mesmo após a pandemia da Covid-19. No entanto, o presidente da república, Jair Bolsonaro, vetou essa parte alegando que uma nova regulamentação precisa ser feita após a pandemia.

Essa é uma novidade para médicos e pacientes brasileiros, mas, seguindo as regras e orientações dos órgãos de saúde competentes, a recente prática poderá ser uma grande aliada em um futuro próximo. Afinal, por meio dela, será possível criar um acesso cada vez mais abrangente e facilitado da população em geral aos serviços de saúde no país.

Como usar a telemedicina

Até aqui, você já conseguiu entender o funcionamento da telemedicina. Mas o que é preciso ser feito para ter acesso a uma teleconsulta? Tudo vai depender do tipo de serviço que você tem à disposição, que pode ser tanto pago como o SUS.

Por exemplo, no caso das clínicas particulares e mesmo de convênios, o sistema usado e também as especialidades médicas disponíveis vão depender de cada empresa. Normalmente, o paciente precisa acessar o site ou aplicativo, de acordo com o funcionamento da clínica ou convênio, e agendar a teleconsulta por chamada de vídeo na data conveniente.

Caso o dispositivo usado para a teleconsulta seja um celular, é importante se certificar de que você tenha câmera frontal. Já para quem prefere usar computador de mesa ou laptop, o dispositivo precisa ter uma webcam.

Obviamente, uma boa conexão à internet também é essencial. Afinal de contas, a comunicação deverá ser o mais clara possível, por causa da distância física entre médico e paciente. Para quem já usa esse tipo de recurso no dia a dia, como chamadas de vídeo pelo WhatsApp, FaceTime ou Skype, o processo será bem fácil.

O SUS também disponibiliza ferramentas de teleatendimento, especialmente para esclarecer dúvidas da população sobre o coronavírus. O TeleSUS funciona tanto na internet como pelo número 136.

Inclusive, a recomendação para quem tem sintomas iniciais de Covid-19 é evitar ir ao hospital. Assim, salvo em situações em que o paciente apresenta sinais graves da doença, o caminho é entrar em contato com o SUS por meio dessas ferramentas.

Vantagens da telemedicina

As vantagens da telemedicina são muitas, desde otimização do tempo de profissionais e pacientes até o quesito segurança — especialmente se considerarmos os riscos em tempos de crise sanitária como a causada pelo coronavírus.

De maneira resumida, podemos listar as seguintes vantagens:

  • otimização do tempo e dos processos;
  • profissional da saúde e paciente não precisam se deslocar;
  • determinados laudos também podem ser feitos a distância;
  • o acesso a serviços de saúde é facilitado;
  • os centros de saúde se tornam mais eficientes;
  • custos mais baixos.

Imagine que, nesse tipo de atendimento, as informações sobre o paciente e o histórico de consultas anteriores fiquem armazenados em um sistema online seguro e sigiloso, de modo que o médico responsável pela consulta seguinte tenha acesso a todos esses dados. Isso facilita o atendimento.

Uma vantagem que não pode deixar de ser mencionada mais a fundo é o fato de que tanto o médico não precisa sair do seu consultório, como o paciente não precisa sair de casa. Assim, quem mora em um local distante ou apresenta sintomas de uma doença de fácil transmissão não terá o incômodo de sair de casa ou colocar outras pessoas em risco.

Assim, de maneira geral, se torna mais fácil o acesso à saúde por pacientes que, por qualquer razão, não podem ir a um consultório. Basta contar com um celular ou computador e conexão de qualidade à internet.

Outro ponto vantajoso é que o atendimento se torna mais ágil, e os pacientes têm mais possibilidades de suporte no mundo online. Por último, não podemos deixar de mencionar que os custos para manter profissionais atendendo online são menores do que na modalidade tradicional — o que, em tempos de crise, é muito importante.

Inclusive, a flexibilização dos custos é um fator que permite a democratização da saúde. Isso quer dizer que cada vez mais pessoas conseguirão ter acesso aos cuidados necessários sem precisar encarar longas filas.

E para aqueles que não têm recursos para pagar as mensalidades de convênios, os serviços de clínicas particulares tornam-se ótimas alternativas — tanto pelo preço mais em conta como pela eficiência e qualidade.

Teleconsultas AmorSaúde

Como uma rede de clínicas preocupada em atender às demandas atuais da sociedade, o AmorSaúde também tem disponibilizado teleconsultas nas especialidades de clínica médica, nutrição, cardiologia, psiquiatria, pediatria, psicologia e dermatologia.

Para ter acesso a esse serviço, você só precisa entrar no nosso site, escolher a especialidade médica e o melhor horário e fazer o pagamento com o seu cartão. No dia agendado, você receberá uma mensagem de texto com o link por onde será feita a chamada de vídeo.

Em seguida, o histórico do atendimento, bem como prescrições e atestados, poderão ser acessados eletronicamente no menu “área do paciente”. Caso sejam feitos exames, você poderá ver os resultados e, também, orientações médicas na área de “pós-consulta”. Tudo bem simples.

Viu só como a telemedicina pode ajudar a manter a saúde em dia mesmo sem precisar sair de casa? Depois de todas essas informações, esperamos que você não tenha mais nenhuma dúvida sobre telemedicina. Aproveite que está aqui para marcar a sua teleconsulta com um dos nossos profissionais!

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