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Linfoma é câncer? Entenda mais sobre o assunto

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O sangue é um tecido vivo que circula por todas as células do corpo, transportando nutrientes e oxigênio para os órgãos. Ele é formado por plasma, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Essas células sanguíneas formam o sistema linfático, que exerce funções vitais para o corpo humano. Os linfócitos compõem parte desse sistema e podem se transformar em linfomas. Mas o linfoma é câncer?

Existem mais de 100 mil variantes de câncer que correspondem aos mais variados tipos de células, em diversas partes do corpo, entre eles o linfoma. O sistema linfático faz parte do sistema imunológico e, portanto, sua função é contribuir para combater doenças e infecções. Quando esse sistema está comprometido, pode se transformar em linfomas cancerígenos.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, leia este post até o final e descubra quais os tipos de linfomas e seus sintomas, bem como de que forma tratar a doença. Acompanhe e boa leitura!

O que são os linfomas?

Os linfócitos, ou os glóbulos brancos do sangue, são responsáveis por defender o organismo de bactérias, vírus e outros problemas. Mas, quando essas células começam a se reproduzir de forma desordenada e a se disseminar pelo corpo, aparece o linfoma.

Esse é um tipo de câncer que começa no sistema linfático e derruba a defesa do corpo, abrindo espaço para que outras doenças possam se instalar. Atingindo principalmente os linfonodos, o linfoma também pode se disseminar para outras partes do organismo quando atinge estágios mais avançados.

Quais são os tipos de linfomas?

Existem dois tipos de linfoma: de Hodgkin e não Hodgkin. O primeiro caso aparece quando os linfócitos se transformam em células malignas e começam a se reproduzir sem controle, atingindo outros tecidos e outras partes do corpo. O linfoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, porém é mais comum surgir nos gânglios linfáticos do tórax, das axilas e do pescoço.

O linfoma Hodgkin é mais comum entre adolescentes e adultos, mas pode aparecer em qualquer faixa etária. Quando detectado de forma precoce, o tratamento contra o câncer tem boa margem de cura, cerca de 90% dos casos. Já o linfoma não Hodgkin é mais comum na infância e, aproximadamente, 60% dos casos apresentam alta chance de cura, a depender da situação clínica de cada paciente.

Como é a classificação dos linfomas?

Após a realização do diagnóstico, é preciso que o médico avalie a classificação do linfoma e o seu estágio, para que seja indicado o tratamento mais adequado. Por isso, os profissionais fazem uma pesquisa para identificar a origem e a intensidade do linfoma. A doença apresenta quatro estágios:

  • estágio I: quando existe apenas um grupo de linfonodos ou um órgão acometido;
  • estágio II: quando existem dois ou mais grupos de linfonodos envolvidos do mesmo lado do diafragma;
  • estágio III: quando os grupos acometidos estão em posições diferentes no diafragma;
  • estágio IV: quando atinge outros órgãos, como pulmões, fígado, osso e medula óssea.

Quais são os sintomas de quem apresenta linfomas?

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Os linfomas podem surgir em diversas partes do corpo e, por isso, os sintomas vão depender diretamente de onde eles estão localizados. Alguns sintomas gerais envolvem febre, sudorese noturna, cansaço, emagrecimento sem motivo aparente e coceira na pele. Outras manifestações comuns são as ínguas ou caroços que, muitas vezes, se desenvolvem nas axilas, no pescoço e na virilha.

Quando os linfomas se desenvolvem na região do tórax podem desencadear tosse, falta de ar e dor torácica. Já quando a doença se desenvolve na pelve ou no abdômen, os sintomas giram em torno de distensão abdominal e desconforto, com a sensação de estar sempre com o estômago cheio.

Como é feito o diagnóstico?

Para obter o diagnóstico do linfoma Hodgkin, é necessária biopsia da região atingida. Isso se dá pela retirada de um pequeno pedaço do tecido linfonodo que é enviado para a realização do exame patológico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica esse tipo de linfoma em dois grupos: Hodgkin clássico e Hodgkin linfocitário nodular.

Como é feita a detecção precoce?

Detectar um tumor precocemente é uma maneira de otimizar o tratamento e evoluir para a cura mais rápida.

Essa detecção nos pacientes com câncer pode ser feita por meio de uma investigação minuciosa, com exames clínicos, radiológicos ou laboratoriais quando o paciente apresenta sinais e sintomas sugestivos da doença. Já em pessoas que não apresentam sinais do linfoma, mas que pertencem ao grupo de risco para a doença, rastreamentos periódicos podem ser feitos.

O que pode aumentar o risco do desenvolvimento de linfomas?

Alguns fatores de risco podem influenciar no aparecimento dos linfomas, como infecções crônicas ou fatores ambientais, a exemplo da exposição excessiva a produtos químicos.

Paciente com o sistema imunológico comprometido devido à presença de doenças genéticas, infecção pelo HIV ou devido ao uso de drogas imunossupressoras apresentam risco elevado de desenvolvimento da doença. Além disso, pessoas que têm familiares com histórico de diagnóstico da doença estão dentro do grupo de maior risco.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficiente e a cura do linfoma. Por isso, ao apresentar qualquer sintoma, um médico deve ser consultado imediatamente. O tratamento mais convencional é a poliquimioterapia, ou seja, uma quimioterapia com o uso de variadas drogas, podendo ter radioterapia associada ou não.

O número de sessões de quimioterapia depende da avaliação inicial e do estágio da doença. Em casos em que o paciente apresente o retorno da doença ou não responda ao tratamento inicial, o transplante de medula óssea pode ser o mais recomendado pelos médicos.

Como prevenir os linfomas?

Não existe uma forma efetiva de prevenção do linfoma, mas manter hábitos saudáveis e praticar ações que envolvam a boa qualidade de vida ajudam a ter mais saúde. Por isso, deve-se adotar uma alimentação balanceada, com consumo de verduras, frutas e legumes diariamente. Também é importante evitar contato e exposição com produtos químicos cancerígenos a altas doses de radiação.

Já os pacientes que têm doenças autoimunes ou fizeram transplante de órgãos ou tratamentos para qualquer tipo de câncer devem manter um acompanhamento médico regular.

Portanto, linfoma é câncer e deve se diagnosticado precocemente para evitar a evolução desordenada da doença. Só assim é possível fazer um tratamento adequado e alcançar a cura com eficiência.

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